"Levantai-vos para promover a Minha Causa e enaltecer Minha Palavra entre os homens." (Bahá'u'lláh, O Kitáb-i-Aqdas)
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Objetivos do Blog
Este blog visa os seguintes objetivos principais:
1. Compartilhar informações a respeito da Fé Bahá'í existentes em vários sitios conteúdo e pesquisa espalhados na Web, organizados conforme minha experiência de busca.
2. Fornecer argumentos aos que buscam livre e independetemente a verdade, pelo conhecimento desta "Revelação ímpar, sublime e maravilhosa", a única fé surgida nesta era de caráter universal para esta época, que tive o privilégio de também conhecer quando ainda comtemplava "incursões infrutíferas pelo preciosismo metafísico" no campo do agnósticismo;
3. Difundir "quantos mistérios, ainda não desvendados, jazem no tabernáculo do conhecimento de Deus, e como são numerosas as jóias da Sua sabedoria que ainda se ocultam em Seus tesouros invioláveis! (Bahá'u'lláh, Kitab-i-Iqán - O Livro da Certeza).
5. Proporcionar consolo, conforto, refúgio e valor axiológico de salvação através dos versículos sagrados
inspiradores e potentes da Causa de Deus- o Bem-Amado, aos que vagueiam no VALE DA BUSCA...
1. Compartilhar informações a respeito da Fé Bahá'í existentes em vários sitios conteúdo e pesquisa espalhados na Web, organizados conforme minha experiência de busca.
2. Fornecer argumentos aos que buscam livre e independetemente a verdade, pelo conhecimento desta "Revelação ímpar, sublime e maravilhosa", a única fé surgida nesta era de caráter universal para esta época, que tive o privilégio de também conhecer quando ainda comtemplava "incursões infrutíferas pelo preciosismo metafísico" no campo do agnósticismo;
3. Difundir "quantos mistérios, ainda não desvendados, jazem no tabernáculo do conhecimento de Deus, e como são numerosas as jóias da Sua sabedoria que ainda se ocultam em Seus tesouros invioláveis! (Bahá'u'lláh, Kitab-i-Iqán - O Livro da Certeza).
5. Proporcionar consolo, conforto, refúgio e valor axiológico de salvação através dos versículos sagrados
inspiradores e potentes da Causa de Deus- o Bem-Amado, aos que vagueiam no VALE DA BUSCA...
PROVAS TRADICIONAIS EXEMPLIFICADAS DO LIVRO DE DANIEL
Hoje, à mesa, falemos um pouco a respeito de provas. Se tivésseis
vindo a este lugar abençoado nos dias da manifestação da Luz evidente,
se tivésseis atingido a corte de Sua Presença e visto Sua beleza
luminosa, teríeis compreendido que Seus ensinamentos e Sua perfeição não
necessitavam de outra evidência.
Somente pela honra de entrarem em Sua Presença, muitas almas se
tornaram crentes confirmados; outras provas eram desnecessárias. Até
aqueles que O rejeitaram e Lhe tinham ódio amargo, ao encontrarem-se com
Ele, deram testemunho da grandeza de Bahá´u´lláh, dizendo: “É um homem
magnífico, mas, que pena ele ter tal pretensão! Se não fosse isso, tudo
o que ele diz seria aceitável.”
Mas agora que aquela Luz da Realidade se extinguiu, todos necessitam
de provas, e incumbe-nos, pois, apresentar provas lógicas de Sua
pretensão. Citaremos uma que será suficiente para todos aqueles que são
justos, e que ninguém pode contestar. É que esse ilustre Ser ergueu Sua
causa na “Maior Prisão”; desta Prisão foi difundida Sua luz; Sua fama
conquistou o mundo; e a proclamação de Sua glória atingiu Leste e Oeste.
Até os nossos tempos, jamais ocorreu tal coisa. Se houver justiça, isso
será admitido. Há pessoas, porém, que não julgarão com justiça, ainda
que lhes forem apresentadas todas as provas do mundo! Assim a religião e
o Estado da Pérsia, com todo o seu poder, não lograram resistir a Ele.
Em verdade, Ele, inteiramente só, encarcerado e oprimido, conseguia tudo
o que desejava.
Não quero mencionar os milagres de Bahá´u´lláh, pois se poderia
dizer, talvez, que sejam tradições, sujeitas tanto ao erro como à
verdade, semelhantes aos milagres de Cristo relatados no Evangelho, os
quais nos vêm dos apóstolos e não de qualquer outra pessoa, e que
contudo são negados pelos judeus. Se, entretanto, eu desejasse mencionar
os atos sobrenaturais de Bahá´u´lláh, poderia dizer que são numerosos e
admitidos no Oriente, até mesmo por pessoas estranhas à Causa. Mas
estas narrativas não constituem provas e evidências decisivas para
todos; quem as ouvir, poderá dizer talvez que não estejam de acordo com a
realidade, pois se sabe que várias seitas relatam milagres realizados
por seus fundadores. Os brâmanes, por exemplo, relatam milagres: qual a
evidência de serem estes falsos e aqueles verdadeiros? Se aqueles são
fábulas, os outros também o são; se aqueles são geralmente aceitos, os
outros também são geralmente aceitos. Por conseguinte, tais narrativas
não são provas satisfatórias. Sim, milagres são provas para a testemunha
ocular somente, e até esta pode-os considerar encantamento e não
milagres. Também de alguns mágicos têm sido relatados feitos
extraordinários.
Numa palavra, quero dizer que muitas coisas maravilhosas foram feitas
por Bahá´u´lláh, mas nós não as relatamos, porque não constituem provas
e evidências para todos os povos da terra. Nem para aqueles que os vêem
são provas decisivas, pis até por eles podem elas ser atribuídas ao
encantamento.
Também a maioria dos milagres dos Profetas que se menciona tem um
sentido interior. Encontra-se escrito no Evangelho, por exemplo, que na
ocasião do martírio de Cristo, trevas predominavam, e a terra tremia, e o
véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, e os mortos
saíram das sepulturas. Se tais coisas tivessem acontecido, teriam sido
de fato maravilhosas, e certamente a história da época as teria
registrado. Teriam perturbado muitos os corações. Os soldados teriam
tirado Cristo da cruz ou então fugido. História alguma relata esses
acontecimentos, o que torna evidente, pois, que não devem ser tomados em
seu sentido literal, mas sim, interior.
Não é nosso propósito negar tais milagres; queremos dizer apenas que
não constituem provas decisivas, mas que têm um sentido interior.
Hoje à mesa, então, nós nos referiremos à explicação das provas
tradicionais contidas nos Livros Sagrados. Até agora, temo falado
somente de provas lógicas.
A condição em que se deve estar, a fim de buscar seriamente a
verdade, é a da alma ardente, sequiosa da água da vida, ou a do peixe
que se esforça para alcançar o oceano, ou do paciente que se dirige ao
verdadeiro médico a fim de obter a cura divina, ou da caravana perdida
que se empenha em encontrar o caminho certo, ou do navio errante que
tenta atingir a costa da salvação.
Também aquele que busca deve possuir certas qualidades. Em primeiro
lugar, deve ser justo, e desprendido de tudo menos de Deus; seu coração
deve volver-se inteiramente para o horizonte supremo; ele deve estar
livre da escravidão dos vícios e das paixões, pois tudo isto serve de
obstáculo; além disso, deve ele ser capaz de suportar todas as durezas;
deve ser absolutamente puro e santificado, e desapegado do amor ou do
ódio dos habitantes do mundo. Por quê? Porque o fato de seu amor a uma
pessoa ou uma coisa poderia impedi-lo de reconhecer a verdade numa outra
e, igualmente, seu ódio de alguma coisa poderia ser um obstáculo para
seu discernimento da verdade. É esta a condição de quem busca; são estas
as qualidades que deve possuir. Até que ele atinja esta condição, não
lhe será possível alcançar o Sol da Realidade.
Voltemos agora a nosso assunto.
Todos os povos do mundo esperam dois Manifestantes, que devam ser
contemporâneos; todos esperam o cumprimento desta promessa. Na Bíblia,
os judeus têm a promessa do Senhor dos Exércitos e do Messias; no
Evangelho é prometida a volta de Cristo e de Elias. Na religião de
Maomé, há a promessa do Mihdi e do Messias, e é o mesmo com a religião
zoroástrica e com as outras, mas se tratássemos em detalhe destes
assuntos, tomaríamos tempo demais. O fato essencial é que em todas são
prometidos dois Manifestantes que deverão vir um após o outro. No tempo
destes dois Manifestantes, segundo a profecia, o mundo existente será
renovado e os seres se ataviarão em vestes novas. A justiça e a caridade
se espalharão pelo mundo inteiro; desaparecerão a inimizade e o ódio,
as causas de divergência entre os povos – entre as raças e as nações,
sendo substituídas por aquilo que cause unidade, harmonia e concórdia.
Os negligentes despertarão; os cegos adquirirão vista, os surdos,
ouvido, e os mudos poderão falar; os enfermos serão curados, e os
mortos, ressuscitados. A paz haverá de substituir a guerra; o amor
conquistará a inimizade; as causas de disputa e contenda serão removidas
inteiramente e se realizará a verdadeira felicidade. Todas as nações
tornar-se-ão uma só; as religiões serão unificadas; todos os homens
serão de uma só família e da mesma raça. Todas as regiões da terra serão
como uma só; as superstições causadas por raças, países, indivíduos,
línguas e política desaparecerão; todos os homens atingirão a vida
eterna, abrigados à sombra do Senhor dos Exércitos.
Agora devemos provar pelos Livros Sagrados que esses dois
Manifestantes já vieram, e devemos descobrir o significado das palavras
dos Profetas, pois desejamos provas tiradas dos Livros Sagrados.
Há poucos dias, à mesa, expusemos provas lógicas, estabelecendo a verdade desses dois Manifestantes.
Enfim no Livro de Daniel, (1) desde a reconstrução de Jerusalém até o
martírio de Cristo, setenta semanas são apontadas; pois pelo martírio
de Cristo, é consumado o sacrifício e destruído o altar. É uma profecia
da manifestação de Cristo. Essas setenta semanas começam com a
restauração e reconstrução de Jerusalém, concernente ao que foram
emitidos quatro éditos, por três reis.
O primeiro foi emitido por Cyrus no ano de 536 A.C.; este é
mencionado no primeiro capítulo do Livro de Ezra. O segundo édito,
referente à reconstrução de Jerusalém, é o de Dario da Pérsia no ano de
519 A.C.; este é mencionado no sexto capítulo de Ezra. O terceiro é o de
Artaxerxes no sétimo ano de seu reinado, isto é, em 457 A.C.; segundo
consta do sétimo capítulo de Ezra. O quarto é o de Artaxerxers no ano de
444 A.C.; este é mencionado no segundo capítulo de Neemias.
Mas Daniel se refere especialmente ao terceiro édito, emitido no ano
de 457 A.C. Setenta semanas fazem quatrocentos e noventa dias. Cada dia,
segundo o texto do Livro Sagrado, é um ano.” (1) Quatrocentos e noventa
dias, pois, são quatrocentos e noventa anos. O terceiro édito de
Artaxerxes foi emitido quatrocentos e cinqüenta e sete anos antes do
nascimento de Cristo, e Cristo, quando foi martirizado e ascendeu, tinha
trinta e três anos de idade. Quando se acrescenta trinta e três a
quatrocentos e cinqüenta e sete, o resultado é quatrocentos e noventa,
que é o tempo anunciado por Daniel para a manifestação de Cristo.
No vigésimo quinto versículo do nono capítulo do Livro de Daniel,
porém, isso é expresso de outra maneira, como sete semanas e sessenta e
duas semanas, o que aparentemente difere da primeira declaração. Por
causa desta diferença, muitos se tornam perplexos ao tentarem
reconciliar as duas afirmações. Como podem setenta semanas ser certas
num lugar, e sessenta e duas semanas e sete semanas em outro? As duas
exposições não concordam.
Daniel menciona, entretanto, duas datas. Uma começa com a ordem de
Artaxerxes a Ezra para a reconstrução de Jerusalém; esta é das setenta
semanas que terminaram com a ascensão de Cristo, quando por Seu martírio
cessaram o sacrifício e a oblação.
O segundo período, ao qual se refere o vigésimo sexto versículo, quer
dizer que após o término da reconstrução de Jerusalém até a ascensão de
Cristo, haverá sessenta e duas semanas; as sete semanas são o tempo que
durou a reconstrução de Jerusalém, ou sejam quarenta e nove anos.
Quando se adicionam estas sete semanas às sessenta e duas semanas, fazem
sessenta e nove semanas, e na última (69-70) ocorreu a ascensão de
Cristo. Estas setenta semanas são assim completadas, e não há
contradição.
Já que foi provada pelas profecias de Daniel a manifestação de
Cristo, provemos agora a de Bahá´u´lláh e a do Báb. Anteriormente temos
mencionado apenas provas lógicas; falaremos agora de provas
tradicionais.
No oitavo capítulo do Livro de Daniel, versículo 13, se lê: “Então
ouvi eu um dos santos que falava; e um outro santo perguntou àquele que
falava: “Até quando durará a visão relativa ao sacrifício diário, e o
pecado da desolação, e até quando serão pisados aos pés o santuário e a
fortaleza?” Respondeu ele então (V. 14): “Até dois mil e trezentos dias;
então o santuário será purificado”; (V. 17) “Mas ele me disse... esta
visão se cumprirá no fim a seu tempo.” Quer isto dizer: quanto tempo
haverá de durar esse infortúnio, essa ruína, essa humilhação e
degradação? Isto é, quando será a alvorada do Manifestante? Então
respondeu ele, “Doze mil e trezentos dias; então será purificado o
santuário.” Significa esta passagem, enfim, que ele aponta dois mil e
trezentos anos, pois no texto da Bíblia cada dia é um ano. Assim, desde a
data em que foi emitido o édito de Artaxerxes para reconstruir
Jerusalém até o dia do nascimento de Cristo, há 456 anos, e do
nascimento de Cristo até o dia da manifestação do Báb, há 1844 anos.
Quando se acrescenta 456 anos a esse número, se tem 2.300 anos. Isto
quer dizer, o cumprimento da visão de Daniel ocorreu no ano de 1844
A.D., o qual é o ano da manifestação do Báb, assim concordando com o
texto exato do Livro de Daniel. Vede com que clareza ele determina o ano
da manifestação; não poderia haver profecia mais clara do que esta para
uma manifestação.
Em S. Mateus, capítulo 24, versículo 3, Cristo diz claramente que o
que Daniel queria dizer com essa profecia foi a data da manifestação.
Eis o versículo: “Enquanto estava assentado no Monte das Oliveiras, se
chegaram a ele seus discípulos em particular, perguntando-lhe:
“Dize-nos, quando sucederão estas coisas? e que sinal haverá de tua
vinda, e da consumação do século?” Uma das explicações que Ele lhes deu
em resposta foi esta (V. 15): “Quando vós pois virdes a abominação da
desolação que foi predita pelo profeta Daniel, estai no lugar santo (o
que lê, entenda).” Nesta resposta Ele diz que devem ler o oitavo
capítulo do Livro de Daniel, e quem o ler deverá entender ser este o
tempo ao qual se refere. Considerai com que clareza é mencionada no
Velho Testamento e no Evangelho a manifestação do Báb.
Agora vamos explicar a data da manifestação de Bahá´u´lláh segundo a
Bíblia. A data de Bahá´u´lláh é calculada de acordo com os anos lunares
desde a missão e a Héjira de Maomé, pois na religião de Maomé, é usado o
ano lunar, como o é também em todas as ordens de adoração.
No Livro de Daniel, capítulo 12, versículo 6, está escrito: “E disse
alguém ao homem que estava vestido de roupas de linho, o qual se
sustinha em pé sobre as águas do rio: - Quando se cumprirão estas
maravilhas? – E eu ouvi que este homem que estava vestido de roupas de
linho e se sustinha em pé sobre as águas do rio, tendo levantado ao céu a
sua mão direita, e a mão esquerda, jurou nesta ação por aquele que vive
eternamente, que isso seria depois de um tempo, e dois tempos e metade
de um tempo. E todas estas coisas se cumprirão quando se acabar a
dispersão do ajuntamento do povo santo.”
Como já expliquei o que significa um dia, não é necessário explicá-lo
mais; mas diremos, em poucas palavras, que cada dia do Pai conta como
um ano, e em cada ano há doze meses. Assim três anos e meio fazem
quarenta e dois meses, nos quais há mil duzentos e sessenta dias. O Báb,
precursor de Bahá´u´lláh, apareceu no ano de 1260 da Héjira de Maomé,
segundo o calendário do Islã.
Depois, no versículo 11, se lê: “E desde o tempo em que o sacrifício
perpétuo for abolido, e a abominação para a desolação for posta,
passarão mil e duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera, e
que chega até mil e trezentos e trinta e cinco dias!”
O começo deste cálculo lunar é desde o dia da proclamação de ser
Maomé profeta, na região de Hijaz, o que foi três anos após Sua missão;
porque, de início, foi guardado em segredo o fato de ser Maomé profeta,
não o sabendo ninguém exceto Khadija e Ibn Naufal. (1) Depois de três
anos foi anunciado. E Bahá´u´lláh, no ano (2) de 1290 depois da
proclamação da missão de Maomé, tornou conhecida Sua manifestação.
COMENTÁRIO SOBRE O DÉCIMO SEGUNDO CAPÍTULO DA REVELAÇÃO DE SÃO JOÃO (Apocalipse 12)
Notemos como é claro e evidente serem o primeiro céu e a primavera
terra a Lei anterior. Pois diz que o primeiro céu e a primeira terra se
foram, e não existe mais o mar. Isto é, a terra é o lugar do juízo e,
nesta terra do juízo, não há mar, o que significa que os ensinamentos e a
Lei de Deus se espalharão completamente sobre a terra e todos os homens
entrarão na Causa de Deus, e o mundo inteiro será habitado por aqueles
que crêem, não mais havendo mar porque a morada do homem é a terra
firme. Em outras palavras, neste tempo, o campo da Lei será para o
prazer do homem. Tal terra é sólida – nela os pés não escorregam.
A Lei de Deus é descrita também como a Cidade Santa, a Nova
Jerusalém. Evidentemente, a Nova Jerusalém que desce do céu não é cidade
de pedra, argamassa, tijolos, terra e madeira. É a Lei de Deus que
desce do céu e é chamada nova, pois é claro não ser a Jerusalém de pedra
e terra a que desce do céu e é renovada. O que se renova é a Lei de
Deus.
Compara-se a Lei de Deus também a uma esposa ataviada, que aparece
com os mais belos adornos, como está escrito no capítulo 21 do
Apocalipse de S. João: “E eu, João, via Cidade Santa, a Jerusalém nova,
que da parte de Deus descia do céu, adornada como uma esposa ataviada
para seu esposo”. E no capítulo 12, versículo 1, se lê: “E apareceu uma
grande maravilha no céu: uma mulher vestida do sol, que tinha a lua
debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça”. Esta
mulher é aquela esposa, a Lei de Deus que desceu sobre Maomé. O sol que
era sua vestimenta e a lua debaixo de seus pés, são as duas nações
abrigadas à sombra desta Lei – os reinos da Pérsia e da Turquia, pois o
emblema da Pérsia é o sol, e o da Turquia a lua crescente. Assim o sol e
a lua são os emblemas de dois reinos sob o domínio da Lei de Deus. E
depois diz: “Sobre sua cabeça está uma coroa de doze estrelas”. Essas
doze estrelas são os doze Imames que promoveram a Lei de Maomé e
educaram o povo, brilhando como estrelas no céu da orientação.
Diz então o segundo versículo: “E estando prenhada, clamava com dores
de parto”, o que significa que esta Lei caiu nas maiores dificuldades,
sofrendo severas tribulações e angústias até trazer à luz uma progênie
perfeita, isto é, o Manifestante que viria, o Prometido, ou seja a
progênie, criada no regaço desta Lei, a qual é como sua mãe. A criança
aqui mencionada é o Báb, o Primeiro Ponto, que de fato nasceu da Lei de
Maomé. Isto é, a Santa Realidade, que é o filho, o fruto, da Lei de
Deus, sua mãe, e é prometida por essa religião, vem a existir no reino
dessa Lei, mas por causa do despotismo do dragão, o filho foi arrebatado
para Deus. Após mil duzentos e sessenta dias, o dragão foi destruído, e
o filho da Lei de Deus, o Prometido, manifestou-se.
Versículos 3 e 4: “E apareceu uma grande maravilha no céu, e eis aqui
um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez cornos, e nas
suas cabeças sete diademas. E a causa dele arrastava a terça parte das
estrelas do céu, e as fez cair sobre a terra”. Estes sinais fazem alusão
à dinastia dos Umayyads, que dominaram a religião maometana. Sete
cabeças e sete diademas significam sete países e domínios sobre os quais
os Bani-Umayya tinham poder: a saber, o domínio romano em volta de
Damasco, e os domínios da Pérsia, da Arábia e do Egito, juntamente com o
domínio da África – isto é, Tunísia, Marrocos e Algéria, o domínio da
Andalusia, o qual é agora Espanha e o domínio do Turquestão e da
Transoxânia. Os Bani-Umayya tinham poder sobre estes países. Os dez
cornos referem-se aos nomes dos dez regentes de Umayyad: isto é, sem
repetição, houve dez nomes de regentes, ou de comandantes e chefes,
sendo o primeiro Abu Sufian e o último Marwan, mas há mais de um com o
mesmo nome. Assim, há dois Mu´awia, três Yazid, dois Walid e dois
Marwan. Se, porém, os nomes fossem contados sem repetição, haveria dez.
Os Bani-Umayya, o primeiro dos quais foi Abu Sufian, Amir de Meca e
chefe da dinastia dos Umayyads, e o último dos quais foi Marwan,
destruíram a terça parte do povo santo da linhagem de Maomé, que se
assemelhava às estrelas do céu.
Versículo 4: “E o dragão parou diante da mulher que estava para
partir, a fim de tragar o seu filho logo que ela o tivesse dado à luz”.
Como já explicamos, esta mulher é a Lei de Deus. O dragão estava perto
da mulher para devorar seu filho, o qual era o prometido Manifestante,
fruto da Lei de Maomé. Os Bani-Umayya sempre esperavam apoderar-se do
Prometido, que viria da linhagem de Maomé, a fim de destruí-Lo e
exterminá-Lo, pois muito receavam eles o aparecimento do prometido
Manifestante, e tentavam matar qualquer um dos descendentes de Maomé que
fosse muito estimado.
Versículo 5: “E pariu um filho varão, que havia de reger todas as
gentes com vara de ferro”. Este grande filho é o prometido Manifestante
nascido da Lei de Deus e nutrido no regaço dos ensinamentos divinos. A
vara de ferro é símbolo de poder e grandeza, e não uma espada – que
significa que ele, com o poder divino, será o pastor de todas as nações
da terra. Este filho refere-se ao Báb.
Versículo 5: “E seu filho foi arrebatado para Deus e para Seu trono”.
É uma profecia a respeito do Báb, que ascendeu para o reino celestial,
para o Trono de Deus e o centro de Seu Reino. Consideremos como tudo
isso corresponde aos acontecimentos.
Versículo 6: “E a mulher fugiu para o deserto”: isto é, a Lei de Deus
fugiu para o deserto – o vasto deserto de Hijaz, e a Península Árabe;
“onde tinha um retiro que Deus lhe havia preparado”; a Península Árabe
veio a ser a habitação e o centro da Lei de Deus; “para que lá a
sustentassem por mil e duzentos e sessenta dias”. Na terminologia do
Livro Sagrado, estes mil e duzentos e sessenta dias significam os mil e
duzentos e sessenta anos em que a Lei de Deus estava estabelecida no
deserto da Arábia, no grande deserto. Daí veio o Prometido. Após mil e
duzentos e sessenta anos, deixará essa Lei de exercer sua influência,
pois o fruto da Árvore terá aparecido – o resultado se terá tornado
manifesto.
Consideremos como os profetas estão de acordo. No Apocalipse, o tempo
marcado para o aparecimento do Prometido é após quarenta e dois meses,
enquanto Daniel o assinala como três tempos e meio, o que também
significa quarenta e dois meses, ou sejam mil duzentos e sessenta dias.
Em outra passagem do Apocalipse de S. João, se refere a isto claramente
como mil e duzentos e sessenta dias, e o Livro Sagrado diz ser cada dia
um ano. Nada poderia ser mais claro do que esta harmonia entre as
profecias. O Báb apareceu no ano de 1260 após a Héjira de Maomé, o que
marca o começo da era islamítica, segundo o cálculo universal. Não
existem nos Livros Sagrados provas mais claras que estas para qualquer
Manifestante. Para quem é justo, a prova mais concludente está no fato
de estarem aqueles grandes Seres de pleno acordo a respeito do tempo.
Não é possível outra qualquer interpretação dessas profecias.
Bem-aventuradas as almas justas que buscam a verdade. Onde não há
justiça, porém, verificam-se ataques, disputas e aberta refutação da
evidência. Assim os fariseus, ao manifestar-se Cristo, refutaram com a
maior obstinação Suas explicações e as de Seus discípulos,
obscurecendo-Lhe a Causa aos olhos do povo ignorante com sua alegação de
não se referirem essas profecias a Jesus mas, sim, ao Prometido que
deveria vir mais tarde, segundo as condições mencionadas na Bíblia.
Algumas destas condições foram: “Ele deveria ter um reino, estar sentado
no trono de David, executar a Lei da Bíblia, e manifestar tamanha
justiça que o lobo e o cordeiro se juntassem na mesma fonte.
sábado, 6 de outubro de 2012
COMENTÁRIO SOBRE O DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO DE ISAÍAS (Isaías 11)
No Livro de Isaías, capítulo 11, versículos 1 a 10, se lê: “E sairá uma vara do tronco de Jessé, e um Ramo brotará de sua raiz. E descansará sobre ele o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e do temor do Senhor. E enchê-lo-á o espírito do temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos olhos, nem argüirá pelo fundamento de um ouvi dizer; mas julgará os pobres com justiça, e argüirá com eqüidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e matará o ímpio com o assopro de seus lábios. E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fé o talabarte de seus rins. O lobo habitará com o cordeiro e o leopardo se deitará ao pé do cabrito; o novilho, o leão e a ovelha viverão juntos; e um menino pequenino os conduzirá. E o novilho e o urso irão comer às mesmas pastagens; as suas crias descansarão umas com as outras; e o leão comerá palha como o boi. E divertir-se-á a criança de peito sobre a toca do áspide; e na caverna do basilisco meterá a sua mão a que estiver já desmamada. Eles não farão dano algum, nem matarão em todo o meu santo monte; porque a terra estará cheia da ciência do Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem.”
Essa “vara do tronco de Jessé” poderia ser interpretada como referente a Cristo porque José foi descendente de Jessé, pai de Davi, mas por haver Cristo vindo a existir por intermédio do Espírito de Deus, Ele se chamava o Filho de Deus. Se assim não tivesse feito, esta descrição poderia referir-se a Ele. Mas além disto, o que deveria suceder nos dias dessa “vara”, se for interpretado em sentido simbólico, foi cumprido em parte no dia de Cristo, mas não totalmente; e se não for assim interpretado, nenhum desses sinais, por certo, foi cumprido. O leopardo e o cordeiro, por exemplo, o leão e o novilho, a criança e o áspide, são metáforas – símbolos de várias nações, povos, seitas e raças inimigas que são tão divergentes e hostis como o lobo e o cordeiro. Dizemos que os sopros do espírito de Cristo criaram entre eles concórdia e harmonia, lhes deram vida e os fizeram associar uns aos outros.
Mas “não farão dano algum, nem matarão em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia da ciência do Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem”: tais condições não prevaleceram no tempo da manifestação de Cristo, pois até hoje existem no mundo nações diversas e mutuamente hostis, e muito poucos aceitam o Deus de Israel, estando a maioria sem conhecimento de Deus. A paz universal não veio a existir no tempo de Cristo; não cessaram disputas e dissídios; estavam ausentes a reconciliação e a sinceridade; continuava inimizade entre as nações, não havendo concórdia ou paz. Assim, ainda hoje, entre as próprias seitas e nações cristãs, encontramos ódio e a mais violenta hostilidade.
Esses versículos, entretanto, podem ser aplicados, palavra por palavra, a Bahá´u´lláh. Neste ciclo maravilhoso, a terra será transformada, e o mundo humano atingirá tranqüilidade e beleza. Disputas, contendas e assassínio serão substituídos por paz, verdade e concórdia; entre as nações e raças, veremos amizade e amor. A guerra, afinal, será inteiramente suprimida, vindo a se estabelecer cooperação e unidade. Quando as leis do Livro Mais Sagrado forem executadas, contenções e disputas serão decididas, finalmente, com absoluta justiça, perante um tribunal geral das nações, sendo assim resolvidas as dificuldades que surgirem. Os cinco continentes do mundo formarão apenas um, as numerosas nações se tornarão uma só, a superfície da terra será um só país, e o gênero humano será apenas uma comunidade. As relações entre os países, o intercâmbio, união e amizade entre os povos e as comunidades, atingirão tal ponto que a espécie humana será como uma só família. Brilhará a luz do amor celestial, dissipando do mundo a treva da inimizade e do ódio. A paz universal erguerá sua tenda no centro da terra, e a Abençoada Árvore da Vida crescerá até abrigar à sua sombra Oriente e Ocidente. Fortes e fracos, ricos e pobres, seitas rivais e nações hostis – que se assemelham a lobo e cordeiro, a leopardo e cabrito, a leão e novilho – virão a tratar-se reciprocamente com o mais perfeito amor, amizade, justiça e equidade. O mundo encher-se-á de ciência, do conhecimento da realidade dos mistérios dos seres, e do conhecimento de Deus.
Agora consideremos neste grande século, que é o ciclo de Bahá´u´lláh, quanto progrediram a ciência e o conhecimento, e quão numerosos os segredos da existência descobertos, e as grandes invenções que dia a dia se multiplicam. Dentro em breve, a ciência e os conhecimentos materiais, bem como o conhecimento de Deus, farão tamanho progresso, e manifestarão tais maravilhas que isso será motivo de espanto aos que o presenciarem. Tornar-se-á perfeitamente claro, então, o mistério deste versículo no Livro de Isaías, “Porque a terra estará cheia da ciência do Senhor”.
Reflitamos, também, em que pouco tempo, desde a vinda de Bahá´u´lláh, pessoas de todas as nações e raças têm entrado nesta Causa. Cristãos, judeus, zoroastristas, budistas, hindus e persas todos se associam mutuamente com a máxima amizade e o mais perfeito amor, como se tivessem sido parentes por mil anos; pois são como pai e filho, mãe e filha ou irmã e irmão. Este é um dos sentidos da associação entre lobo e cordeiro, leopardo e cabrito, e leão e novilho.
Um dos grandes acontecimentos a se realizarem no dia da manifestação desse Ramo incomparável é a elevação do Estandarte de Deus entre todas as nações; isto é, todas as nações e raças entrarão na sombra dessa Bandeira Divina, que não é outra senão o próprio Ramo Senhoril, e haverão de se tornar um só povo. O antagonismo entre seitas e religiões, a hostilidade racial e as diferenças nacionais desaparecerão. Todos unir-se-ão em uma só fé, uma só raça e um mesmo povo, habitando na mesma terra natal, no globo terrestre. A paz e concórdia universais serão realizadas entre todas as nações, e esse Ramo Incomparável reunirá todo Israel; isto é, neste ciclo Israel regressará para a Terra Santa; o povo judaico espalhado por Leste e Oeste, Norte e Sul, se reunirá.
Agora vejamos: isso não ocorreu no ciclo cristão, pois as nações não se reuniram sob um só Estandarte, o Ramo Divino. Neste ciclo do Senhor dos Exércitos, porém, todas as nações e raças entrarão na sombra desta Bandeira. Semelhantemente, Israel, espalhado pelo mundo inteiro, não se uniu na Terra Santa no ciclo cristão; mas no princípio do ciclo de Bahá´u´lláh, esta promessa divina, assim como se acha claramente exposta em todos os Livros dos Profetas, já começou a se manifestar. Podemos ver como judeus estão vindo de todas as partes do mundo para a Terra Santa; moram em vilas e adquirem terras, e dia a dia seu número aumentará até que toda a Palestina se torne seu lar.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
"Já veio o dia da colheita"
“O que semeia a boa semente é o Filho do
Homem. O campo é o mundo. A boa semente são as pessoas do Reino. O joio são as
pessoas do Maligno. O Inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é o fim do
mundo. Os ceifadores são os anjos. Da mesma forma que se ajunta e se queima no
fogo. Assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles
apanharão do seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os
lançarão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os
justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. O que tem ouvidos, ouça!” (Jesus em Mt 13,
37-43)
“Em verdade, já veio o dia
da colheita, e todas as coisas foram separadas uma da outra. Ele guardou nos
vasos da justiça o que Ele quis e lançou ao fogo aquilo que disto era digno.
Assim foi decretado por vosso Senhor, o Poderoso, o Deus de amor, neste Dia
prometido. Ele, em verdade, ordena o que Lhe apraz. Não há outro Deus salvo
Ele, o Onipotente, que a tudo predomina.” (Bahá’u’lláh, em Epístola ao Papa)
Epístola de Bahá'u'lláh ao Papa Pio IX
102. Ó Papa! Rompe os véus. Já veio Aquele que é o Senhor dos Senhores, envolto em nuvens, e o decreto foi cumprido por Deus, o Todo-Poderoso, o Independente. Dissipa as névoas através do poder de teu Senhor, e ascende ao Reino de Seus nomes e atributos. Assim te ordenou a Pena do Altíssimo com o comando de teu Senhor, o Todo-Poderoso, o Irrestrito. Ele, em verdade, desceu outra vez do céu, assim como de lá desceu a primeira vez. Guarda-te de disputar com Ele, do mesmo modo como o fizeram os fariseus com Ele (Jesus), sem evidência clara ou prova alguma. À Sua direita manam as águas vivas da graça, e à Sua esquerda o Vinho escolhido da justiça, enquanto em Sua vanguarda marcham os anjos do Paraíso, levando as bandeiras de Seus sinais. Acautela-te para que nenhum nome te exclua de Deus, o Criador da terra e do céu. Deixa tu o mundo atrás de ti, e volve-te para teu Senhor, através de Quem toda a terra se iluminou.
103.Nós adornamos o Reino com o ornamento de Nosso Nome, o Todo-Glorioso. Assim foi decretado por Deus, o Formador de todas as coisas. Acautela-te para que tuas vãs imaginações não te detenham, tão logo tenha vindo o Sol da Certeza a brilhar acima do horizonte da Expressão de teu Senhor, o Forte, o Benéfico. Resides tu em palácios enquanto Aquele que é o Rei da Revelação mora na mais desolada das habitações? Deixa-o àqueles que os desejam, e volve tua face com júbilo e deleite para o Reino.
104.Dize: Ó povos da terra! Destruí as moradas da negligência com as mãos do poder e da confiança, e erigi as mansões do verdadeiro conhecimento dentro de vossos corações, para que o Todo-Misericordioso derrame o esplendor de Sua luz sobre eles. Isto melhor é para ti que tudo que brilha sob o sol, e disto dá testemunho Aquele que segura nas mãos o decreto final. A Brisa de Deus soprou sobre o mundo no advento do Desejado em Sua grande glória, conseqüentemente, cada pedra e torrão de terra exclamaram: "O Prometido chegou! O Reino é de Deus, o Poderoso, o Benévolo, o Perdoador."
105.Acautela-te para que a erudição humana não te impeça de reconhecer Aquele que é o Objeto Supremo de todo conhecimento, ou que o mundo te prive de Quem o criou e o colocou em seu curso. Levante-te em nome de teu Senhor, o Deus de misericórdia, entre os povos da terra, e toma o Cálice da Vida com as mãos da confiança e dele sorve tu primeiro, e então oferece-o a todos os que a ele se dirigirem dentre os povos de todas as crenças.
106.Rasga os véus da erudição humana para que não te impeçam de reconhecer Aquele que é Meu Nome, O que subsiste por Si próprio. Lembra-te dAquele que foi o Espírito (Jesus) - como, quando veio, os mais doutos do Seu tempo pronunciaram sentença contra Ele em Seu próprio país, enquanto aquele que era apenas um pescador nEle acreditou. Acautelai-vos, pois, vós homens de coração compreensível! Tu, em verdade, és um dos sóis do céu de Seus nomes. Guarda-te, para que as trevas não espalhem sobre ti seus véus e te exclua de Sua luz. Pondera, então, sobre aquilo que foi registrado no Livro pelo Senhor, o Todo-Poderoso, o Todo-Generoso.
107.Dize: Silenciai vossas penas, ó assembléia de eclesiásticos, pois eis que a voz penetrante da Pena de Glória foi alçada entre a terra e o céu. Livrai-vos de tudo o que possuís e apegai-vos firmemente àquilo que vos revelamos com poder e autoridade. Surgiu a Hora que estava oculta dentro do conhecimento de Deus, com o que todos os átomos da terra proclamaram: "Veio o Ancião dos Dias em Sua grande glória! Apressai-vos a Ele, ó povos da terra, com corações humildes e contritos." Dize: Nós, em verdade, Nos entregamos como resgate para vossas próprias vidas. Que lástima, quando voltamos uma vez mais, e vos observamos fugindo de Nós, pelo que o olho de Minha amorosa providência lamentou profundamente por Meu povo. Temei a Deus, Ó vós que percebeis.
108.Considera aqueles que se opuseram ao Filho (Jesus), quando Ele lhes veio com soberania e poder. Quão numerosos os fariseus que esperavam vê-Lo e lamentavam sua separação dEle! E, no entanto, ao lhes ser transmitida a fragrância de Sua vinda, e revelada Sua beleza, afastaram-se dEle e com Ele disputaram. Assim te comunicamos o que foi registrado nos Livros e Escrituras. Apenas muito poucos, e estes, destituídos de qualquer poder entre os homens, para Ele se volveram. E entretanto, hoje, todo homem dotado de poder e revestido de soberania se orgulha de Seu Nome! Assim, também considera como, nestes dias, são numerosos os monges que se enclausuram em suas igrejas em Meu nome, mas quando se cumprira o tempo predeterminado e Nós revelamos Nossa beleza, não Nos conheceram, embora Me invoquem ao anoitecer e à alvorada. Nós os observamos apegando-se a Meu nome, porém velados de Meu Ser. Isto, verdadeiramente, é uma coisa estranha.
109.Dize: Acautelai-vos para que vossas devoções não vos impeçam de reconhecer Aquele que é o Objeto de toda devoção, ou que vossa adoração vos prive dAquele que é o objeto de toda adoração. Rasgai os véus de vossas vãs fantasias! Este é o vosso Senhor, o Todo-Poderoso, o Onisciente, que veio para vivificar o mundo e unir todos os que habitam a terra. Volvei-vos para o Alvorecer da Revelação, ó povos, e não tardeis, ainda que seja por menos de um piscar de olhos. Ledes o Evangelho e ainda vos recusais a aclamar o Senhor Todo-Glorioso? Isso, de fato, mal vos convém, ó assembléia de eruditos!
110.Dize: Se negardes esta Revelação, por qual prova tendes acreditado em Deus? Produzi-a, então. Assim, o chamado de Deus foi enviado a vós pela Pena do Altíssimo, ao comando de vosso Senhor, o Mais Glorioso, nesta Epístola de cujo horizonte resplandeceu o esplendor de Sua Luz. Quão numerosos os meus servos cujos atos se tornaram véus entre eles e seus próprios seres interiores, e que por meio disso foram impedidos de se aproximarem de Deus, Aquele que faz com que soprem os ventos.
111.Ó assembléia de monges! As fragrâncias do Todo-Misericordioso sopraram sobre toda a criação. Feliz o homem que renunciou a seus desejos e se segurou à guia divina. Ele, em verdade, é daqueles que atingiram a presença de Deus neste Dia, um Dia no qual comoções atingiram os habitantes da terra e encheram todos de temor, exceto aqueles que foram eximidos por Deus, Aquele que faz dobrarem-se os pescoços dos homens.
112.Adornais vossos corpos, enquanto as vestes de Deus estão nas mãos do povo da negação, manchadas com o sangue do ódio? Saí de vossas habitações e convidai os povos a entrarem no Reino de Deus, o Senhor do Dia do Juízo. A Palavra que o Filho ocultou torna-se agora manifesta. Fez-se descer na forma do templo humano neste dia. Bendito seja o Senhor que é o Pai! Ele, em verdade, veio às nações em Sua maior majestade. Dirigi a Ele vossa face, ó assembléia dos retos!
113.Ó seguidores de todas as religiões! Nós vos vemos vagando desatentos na solidão do erro. Sois os peixes deste Oceano; por que motivo vos privais daquilo que vos sustenta? Eis, ele surge diante de vossas faces. Apressai-vos a ele, de todas as regiões. Este é o dia em que a Pedra* exclama e brada, e celebra o louvor de seu Senhor, Possuidor de tudo, o Altíssimo, dizendo: "Eis que veio o Pai, e o que vos foi prometido no Reino já se cumpre!" Esta é a Palavra que fora preservada atrás dos véus da grandeza, e que, quando a Promessa se cumpriu, irradiou, com sinais claros, seu esplendor do horizonte da Vontade Divina.
*Pedro
114.Meu corpo suportou o aprisionamento para que vossas almas pudessem ser libertadas do cativeiro, e consentimos ser humilhados para que pudésseis ser exaltados. Segui o Senhor da glória e do domínio, e não todo opressor incrédulo. Meu corpo anseia pela cruz, e Minha cabeça espera o golpe do dardo, no caminho do Todo-Misericordioso, a fim de que o mundo se purifique de suas transgressões. Assim, a Estrela d'Alva da autoridade divina irradiou do horizonte da Revelação dAquele que é o Possuidor de todos os nomes e atributos.
115.O povo do Alcorão levantou-se contra Nós e afligiu-nos com tal tormento que o Espírito Santo deplorou, e o trovão rugiu e as nuvens choraram por Nós. Entre os infiéis está aquele que imaginou que calamidades pudessem impedir Bahá de cumprir aquilo que Deus, o Criador de todas as coisas, designou. Dize: Não, por Aquele que faz com que a chuva caia! Absolutamente nada pode impedi-Lo da lembrança de Seu Senhor.
116.Pela retidão de Deus! Se O lançarem a um fogo ateado no continente, Ele, seguramente, levantará Sua cabeça no âmago do oceano e proclamará: "Ele é o Senhor de todos os que estão no céu e todos os que estão na terra!" E se O lançarem num poço escuro, encontrá-Lo-ão sentado nos cumes mais elevados da terra, bradando à toda a humanidade: "Eis, veio o Desejo do Mundo em Sua majestade, Sua soberania, Seu transcendente domínio!" E se for enterrado nas profundezas da terra, Seu Espírito alçando vôo ao ápice do céu, entoará o chamado: "Contemplai a vinda da Glória: testemunhai o Reino de Deus, o Santíssimo, o Benévolo, o Todo-Poderoso!" E se derramarem Seu sangue, cada uma de suas gotas bradará e invocará a Deus, neste Nome, através do qual as fragrâncias de Suas vestes se difundiram em todas as direções.
117.Embora ameaçados pelas espadas de Nossos inimigos, convocamos toda a humanidade a Deus, o Formador da terra e do céu, e prestamos a Ele um auxílio tal que não pode ser obstruído nem pelas hostes da tirania, nem pela ascendência do povo da iniqüidade. Dize: Ó povos da terra! Dispersai os ídolos de vossas imaginações fúteis, em nome de vosso Senhor, o Todo-Glorioso, o Onisciente, e volvei-vos a Ele neste Dia, que Deus fez o Rei dos dias.
118.Ó pontífice supremo! Inclina teu ouvido para o conselho que te dá Aquele que amolda os ossos em desintegração, conselho expresso por Aquele que é Seu Maior Nome. Vende todos os elaborados ornamentos que possuis e despende-os no caminho de Deus, que faz a noite seguir ao dia, e o dia à noite. Abandona teu reino aos reis e sai de tua habitação, com a face volvida ao Reino e, desprendido do mundo, proclama os louvores de teu Senhor entre a terra e o céu. Assim te ordena Aquele que é o Possuidor dos Nomes, por parte de teu Senhor, o Todo-Poderoso, o Onisciente. Exorta os reis e dize: "Tratai os homens com eqüidade. Guardai-vos de transgredir os limites fixados no Livro." Isto, em verdade te convém. Acautela-te para que não te apoderes das coisas do mundo e de suas riquezas. Deixa-as aos que as desejam e segura-te àquilo que te foi ordenado por Aquele que é o Senhor da criação. Se alguém te oferecer todos os tesouros da terra, não te dignes de lançar sobre eles um olhar sequer. Sê assim como tem sido teu Senhor. Deste modo, a Língua da Revelação pronunciou aquilo que Deus fez o ornamento do livro da criação.
119.Considera uma pérola que brilha em virtude de sua natureza inerente. Se for coberta de seda, seu lustre e beleza ficarão ocultos. De modo igual, a distinção do homem jaz na excelência de sua conduta e na busca daquilo que é adequado à sua posição, e não em brincadeira infantil e passatempo. Sabe que teu verdadeiro adorno consiste no amor de Deus e em teu desprendimento de tudo salvo dEle, e não na suntuosidade que tu possuis. Abandona-a para aqueles que a buscam e volve-te a Deus, Aquele que faz com que os rios fluam.
120.Tudo o que procedeu da língua do Filho foi revelado em parábolas, enquanto Aquele que proclama a Verdade neste Dia fala sem elas. Guarda-te de apegar-te à corda da vã fantasia e privar-te daquilo que foi ordenado no Reino de Deus, o Todo-Poderoso, o Todo-Generoso. Se te embeveceres com o vinho de Meus versículos e resolveres acercar-te do trono de teu Senhor, Criador da terra e do céu, faze de Meu amor tua vestimenta, de tua lembrança de Mim teu escudo, e de tua confiança em Deus, o Revelador de todo o poder, tua provisão.
121.Ó seguidores do Filho! Nós, uma vez mais, enviamos João a vós, e Ele, verdadeiramente, clamou na solidão do Bayán: Ó povos do mundo! Purificai vossos olhos! O Dia no qual podeis contemplar o Prometido e alcançá-Lo aproximou-se! Ó seguidores do Evangelho! Preparai o caminho! O Dia do advento do Glorioso está ao vosso alcance! Preparai-vos para entrar no Reino. Assim foi ordenado por Deus, Aquele que faz com que surja a alvorada.
122.Dai ouvidos àquilo que o Pombo da Eternidade chilreou nos ramos do Loto Divino: Ó povos da terra! Enviamos aquele que se chamava João para batizar-vos com água, a fim de que vossos corpos pudessem ser purificados para o aparecimento do Messias. Ele, por Sua vez, vos purificou com o fogo do amor e a água do espírito, em antecipação destes Dias, quando o Todo-Misericordioso determinou purificar-vos com a água da vida, nas mãos de Sua amorosa providência. Este é o Pai previsto por Isaías, e o Confortador sobre Quem o Espírito estabeleceu um convênio convosco. Abri vossos olhos, ó assembléia de bispos, para que possais contemplar vosso Senhor sentado sobre o Trono de poder e glória.
123.Dize: Ó povos de todas as Fés! Não andeis nos caminhos daqueles que seguiram os fariseus e por isso ficaram velados do Espírito. Eles, verdadeiramente extraviaram-se e estão em erro. Veio a Antiga Beleza em Seu Maior Nome, e Ele deseja acolher a toda a humanidade em Seu santíssimo Reino. O puro de coração contempla o Reino de Deus manifesto diante de Sua Face. Apressai-vos a isso e não sigais o infiel e o incrédulo. Se vossos olhos se opuserem a isso, arrancai-o.10 Assim foi decretado pela Pena do Ancião dos Dias, conforme ordenado por Aquele que é o Senhor da criação inteira. Ele, verdadeiramente, veio novamente para que fosseis redimidos, ó povos da terra. Matareis Aquele que deseja vos conceder vida eterna? Temei a Deus, ó vós que estais dotados de visão.
124.Ó povos! Escutai aquilo que foi revelado por vosso Senhor, Todo-Glorioso, e volvei as faces a Deus, o Senhor deste mundo e do vindouro. Assim vos ordena Aquele que é o Lugar do Alvorecer da Estrela Guia da inspiração divina, conforme determinado pelo Criador de toda a humanidade. Nós, verdadeiramente, vos criamos para a luz, e não desejamos entregar-vos ao fogo. Saí da escuridão, ó povos, pela graça deste Sol que resplandeceu acima do horizonte da providência divina, e volvei-vos a Ele com corações santificados e almas confiantes, com olhos que vêem e faces radiantes. Assim vos aconselha o Supremo Ordenador da cena de Sua transcendente glória, para que talvez Seu chamado vos aproxime do Reino de Seus nomes.
125.Bem-aventurado aquele que permaneceu fiel ao Convênio de Deus, e ai dAquele que o quebrou e desacreditou nEle, o Conhecedor dos segredos. Dize: Este é o Dia da Recompensa! Apressai-vos para que Eu possa fazer de vós monarcas nos domínios de Meu Reino. Se Me seguirdes, contemplareis aquilo que vos foi prometido, e Eu farei de vós Meus companheiros no domínio de Minha Majestade e os amigos de Minha beleza no céu de Meu poder para todo o sempre. Se vos rebelardes contra Mim, Eu, em Minha clemência, suportarei pacientemente, para que, quiçá, vos desperteis e levanteis do leito da negligência. Assim a Minha misericórdia vos abrangeu. Temei a Deus, não sigais nos caminhos daqueles que se desviaram de Sua Face, ainda que invoquem Seu Nome durante o dia e à noite.
126.Em verdade, já veio o dia da colheita, e todas as coisas foram separadas umas das outras. Ele guardou nos vasos da justiça o que Ele quis e lançou ao fogo aquilo que disto era digno. Assim foi decretado por vosso Senhor, o Poderoso, o Deus de amor, neste Dia prometido. Ele, em verdade, ordena o que Lhe apraz. Não há outro Deus salvo Ele, o Onipotente, que a tudo predomina.
127.Dize: Ó assembléia de cristãos! Nós, numa ocasião anterior, Nos revelamos a vós, e não Me reconhecestes. Esta é ainda outra ocasião que vos é concedida. É este o Dia de Deus; volvei-vos para Ele. Ele, verdadeiramente, desceu do céu assim como descera pela primeira vez e deseja abrigar-vos à sombra de Sua misericórdia. Ele, verdadeiramente, é o Excelso, o Poderoso, o Supremo Auxiliador. Ao Amado não apraz que vos consumais pelo fogo de vossos desejos. Se fosseis excluídos dEle como se por um véu, não seria isso por outra causa senão pela vossa própria obstinação e ignorância. Vós Me mencionais e não Me conheceis. Invocais a Mim e desatendeis Minha Revelação, não obstante Eu ter vindo a vós do céu da pré-existência com glória insuperável. Rasgai os véus em Meu nome e através do poder de Minha soberania, para que possais descobrir o caminho a vosso Senhor.
128.O Rei da Glória proclama Seu chamado do tabernáculo de majestade e grandeza, dizendo: Ó povo do Evangelho! Os que não estavam no Reino, nele agora entraram, enquanto Nós vos vemos deterdes à porta. Rompei os véus pelo poder de vosso Senhor, onipotente, o Todo-Generoso, e então, em Meu Nome, entrai em Meu Reino. Assim vos exorta Quem deseja para vós a vida eterna. Ele, verdadeiramente, é potente sobre todas as coisas. Abençoados são aqueles que reconheceram a Luz e se apressaram a ela. Eles, verdadeiramente, habitam o Reino e compartilham do alimento e da bebida dos eleitos de Deus.
129.Nós vos vemos, ó filhos do Reino, em trevas. Isso, em verdade, vos é indigno. Tendes medo, diante da luz, por causa de vossos atos? Dirigi-vos a Ele. Vosso Senhor Todo-Glorioso abençoou Suas terras com Seus passos. Assim Nós vos deixamos evidente o caminho dAquele a respeito de Quem o Espírito profetizou. Eu, verdadeiramente, dou testemunho dEle, assim como Ele de Mim testemunhou. Dirigi-vos a Ele... Em verdade, Ele (Jesus) disse: "Segui a Mim e Eu vos farei pescadores de homens." Neste dia, porém, dizemos: "Segui a Mim, para que vos possamos fazer vivificadores da humanidade." Assim foi inscrito o decreto nesta Epístola pela Pena da Revelação.
130.Ó Pena do Altíssimo! Move-Te em lembrança de outros reis neste Livro abençoado e luminoso, para que talvez possam se levantar do leito da negligência e dar ouvidos àquilo que o Rouxinol canta sobre os ramos do Loto Divino, e se apressem a Deus nesta mais sublime e maravilhosa Revelação.
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